Em busca das criaturas (quase) perdidas

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Maruxinhos – ilustração de Natacha Costa Pereira no Bestiário Tradicional Português

Ao longo da pesquisa para o Bestiário Tradicional Português, muitas criaturas do nosso imaginário popular ficaram por incluir, essencialmente por falta de descrição física e, ainda assim, não fosse a fértil criatividade da ilustradora Natacha Costa Pereira, e muitas mais teriam ficado de fora. O Tatro Azeiteiro, por exemplo, uma personificação do nevoeiro, “impossível” de ilustrar, lá arranjou meio de integrar o livro.
Bastantes criaturas não tiveram a mesma sorte e ficaram de fora.

Faço um apelo a quem conheça algumas criaturas não incluídas no livro, para que partilhem o seu conhecimento connosco, e assim contribuam para a construção de uma imagem das criaturas tradicionais portuguesas, antes que de “em vias de extinção” passem a estar oficialmente desaparecidas da memória coletiva. Aqui ficam alguns nomes envoltos em mistério:

Luz da Caniceira, Avejão, Abusão, Cavalo de água, Raposa do Morraço, Diabólica, Zargão, Má-Hora, Boa-Hora, Tranglomanglo, Provinco, Tanso, Estrugeitante, Breca, Couro, Maria Molha e Maria das Pernas Compridas!

Ficamos à espera das vossas partilhas e comentários!

Pode adquirir o Bestiário Tradicional Português através deste link ou clicando na capa do livro.

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Disponível na nossa loja online!

 

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Dentro do Bestiário

Ao longo das páginas do Bestiário Tradicional Português encontram-se dezenas de ilustrações de criaturas do nosso folclore, como as Aventesmas, o Homem do Chapéu de Ferro e a Maria Gancha. De um conjunto inicial de mais de 120 “criaturas” candidatas a figurar no Bestiário, os autores selecionaram, fundiram, eliminaram e chegaram a um conjunto de cerca de 40 “monstrinhos” das lendas do Algarve a Trás-os-Montes.

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A Boa-Hora e a Má-Hora – criaturas beirãs em curta-metragem

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O Bestiário Tradicional Português é um livro que tenta ser exaustivo na sua busca por criaturas lendárias do nosso país. Ainda assim, cerca de um ano após a sua primeira edição, continuam a surgir, principalmente através do facebook, pessoas que referem algumas criaturas que nos passaram ao lado ou que optámos por não incluir por não termos descrição suficiente que as permitisse ilustrar.
Uma dessas criaturas corresponde, na realidade, a duas! A Boa-Hora e a Má-Hora.

Temos recebido relatos desta lenda vindos da região da Serra da Gardunha e Serra da Estrela/Cova da Beira, ali no norte do distrito de Castelo Branco, passando pelos concelhos do Fundão e Covilhã.

Não vamos contar a lenda, vamos sim, partilhar a curta-metragem de animação co-produzida em 2011 pela Câmara Municipal do Fundão e por Alexandre Leonardo, Bruno Fonseca e Nuno Roque, que alternam entre si as responsabilidades de realização e argumento.

Nesta animação de qualidade invulgar em Portugal, destaca-se a beleza e cuidado da fotografia, tendo-se tornado um exemplo de preservação das lendas, criaturas e memória coletiva, através da eficaz migração da lenda da tradição oral para um suporte audiovisual.

Quem sabe, talvez a Má-Hora e a Boa-Hora encontrem o seu caminho para uma próxima edição do Bestiário Tradicional Português!

Criaturas Tradicionais do Brasil

É tão difícil (para não dizer impossível) seguir o rasto até às origens de uma criatura tradicional que habita qualquer lenda, como seria fazê-lo até aos primeiros lábios que cantaram certa canção tradicional.

No Bestiário Tradicional Português, não procuramos essas origens ou explicações, apenas acumulamos criaturas e procuramos caracterizá-las.
Ainda assim, quando falamos de lendas e criaturas mitológicas do Brasil, é difícil resistir ao impulso de tentar separar umas das outras e averiguar quantas daquelas lendas não terão partido de Portugal.

Parece-nos que no Brasil as criaturas mitológicas são não apenas mais abundantes, como permanecem ainda muito vivas na cultura do seu povo. Muitos autores dedicam-se a esta nossa forma de “coleção” de criaturinhas, distinguindo-se o site O Colecionador de Sacis e o podcast Popularium.

Foto de Colecionador de Sacis.

Recomendamos uma visita a estes sites onde nos espera um mundo novo de lendas e criaturas, e onde muitas parecem querer rimar com histórias do lado de cá do Atlântico.

Por cá e por lá, colecionamos criaturas cujas origens se perdem nas brumas do tão português Tatro Azeiteiro. (ilustração de Natacha Costa Pereira)

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Tantas criaturas portuguesas!

O Bestiário Tradicional Português está à venda neste link.

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Esqueçam o Halloween, os vampiros, e os zombies. Neste livro, só falamos de criaturas portuguesas. Quem são as Moiras Encantadas? Onde vivem? O que faz a Maria Gancha no fundo do poço e os Maruxinhos nas ruínas do castelo? Aquele som lá ao longe, na encruzilhada, será um Lobisomem ou um Tardo?

Nuno Matos Valente recolheu e Natacha Costa Pereira ilustrou cerca de 40 criaturas que “habitam” o nosso território, produzindo a mais completa pesquisa de criaturas míticas tradicionais portuguesas.

Dirigido a pais e filhos, este bestiário ilustrado contém informações detalhadas sobre os hábitos e características de cada criatura genuinamente portuguesa, de acordo com extensa recolha oral e com referências nas obras de Leite de Vasconcelos, Consiglieri Pedroso, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Teófilo Braga, entre outros.

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Trabalhos de alunos e professores

O Bestiário Tradicional Português tem servido de instrumento para divulgar a nossa cultura junto dos mais novos, por vezes como alternativa (ou complemento) ao festejo do Halloween e outras tradições importadas recentemente.
Professores e animadores de várias zonas do país têm desenvolvido ateliês de expressões e de ciências com crianças motivadas pela descoberta da sua própria cultura.

Algumas semanas antes do dia 31 de outubro, Vera Vaz, professora do 1.º ciclo em Odivelas, leu os textos descritivos de algumas criaturas aos seus alunos (sem lhes mostrar as ilustrações) e pediu-lhes que desenhassem como entendessem. Só no fim os comparou com as ilustrações da Natacha. Os resultados são uma delícia.

Susana Serro e Alexandre Lourenço, da Unidade de Cultura da Reitoria da Universidade do Porto, desenvolveram oficinas de ciências e expressão plástica durante o Carnaval, onde construíram divertidas máscaras de Tardo, pequenos modelos de Jãs e experiências relacionadas com o tempo atmosférico!

Se tiverem mais exemplo de trabalhos que gostassem de partilhar connosco, podem contactar-nos através da página de facebook!